Boas…
Durante enumeras viagens que faço ao longo de meus pensamentos e devaneios mentais, surgem-me inúmeras questões deixando minha alma inquieta e á de procura resposta para cada uma delas…
Chego a pensar que é uma verdadeira treta a frase “Idade dos porquês”, sendo ela atribuída somente e apenas às crianças devido á sua extrema e complexa curiosidade… mas é um tema que fica pendente para um próximo “post”…
Voltando atrás no texto, dizia eu que me surgem inúmeras questões que deixam minha alma inquieta e á de procura resposta, entretanto salta-me á vista uma que me deixa a remoer e a remoer e a remoer sobre o assunto… “Porquê tanto interesse em outras vidas, para além da nossa?”.
Dou exemplos, todos os santos dias em programas de televisão se fala e re-fala na vida dos famosos, escrevem-se livros cujo seu conteúdo textual assenta maioritariamente na vida de alguém, passado, presente ou futuro, histórias de uma vida… telenovelas, series, mini series, filmes… quando entro no “Messenger”, ou mensageiro on-line, ou msn, como lhe queiram chamar, surge sempre alguém que questiona “méké (como é?), k (que) fazes?”, e, eu inclusivamente faço essa pergunta… que fazer? Sou curioso… mas a curiosidade matou o gato e quase sempre recebo como resposta “nd(nada), e tu?”, a curiosidade é tramada quando não é saciada, deixando um amargo no nosso pensamento…
Como é possível alguém dizer que não está a fazer nada, toda a gente faz alguma coisa, nem que seja vaguear, vaguear pelos pensamentos, que devo dizer, não é tarefa fácil… tem dias.
Porquê tanto interesse em outras vidas, para além da nossa?
Até agora não encontrei ninguém que me desse uma resposta suficientemente credível… começando a engonhar, a engonhar e acabando por não dar uma resposta clara ao meu porquê… a única pessoa que me deu uma resposta clara e sem pensar muito, foi a minha mãe “É porque não têm mais nada para fazer.” , isso em relação ás “fofocas”, mas quando confrontada com os outro exemplos, também demorou algum tempo a responder.
Eu acredito que o nosso interesse em vidas de outrem, tem a haver com a necessidade de nos desligarmos da nossa por breves instantes, esquecermo-nos dos problemas e complicações… tentando viver aquela outra vida que de momento nos parece mais interessante, saindo da nossa rotina, monotonia…
O que acham?
Fiquem bem…



Março 15, 2009 às 7:57 am
Muitas vezes quando nos preocupamos com os outros é para nos ajudar a nós próprios…
Março 17, 2009 às 1:42 am
Bem, estava a pensar responder-te com uma resposta plausível, mas acontece que, quando cheguei ao final do texto, tu próprio respondeste à tua muito pertinente questão com uma opinião bastante aproximada da minha!
Confesso-me uma pessoa que abomina a sociedade em que vivemos e as mentalidades sociais (e por vezes, até as individuais).. por isso, qualquer coisa que diga acerca desse tema epidémico será totalmente inadequado e nada simpático!
Em relação ao tema, mais propriamente dito: Infelizmente o povinho alimenta vorazmente a sua felicidade diária com a infelicidade do vizinho.. eu diria que somos os maiores consumidores de desgraças alheias! e que felicidade recalcada sentimos quando alguém que invejamos, odiamos (por vezes sem razão plausível), etc., tem um desvio, um azar.. Ai!, como ficamos satisfeitos!
E, atenção, afirmo isto por experiência própria.. eu sou culpada.. eu sou cúmplice.. E como me odeio por não conseguir resistir, por vezes, a standartizar-me..
Por vezes, parece um esforço inútil.. afinal de contas, não é fácil navegar contra a maré!
quanto ao outro tema que te propuseste a dissertar brevemente, deixa que te digo que admiro a tua pertinência!
Obrigada por pensares!
(pois é um exercício que poucas pessoas fazem e que me parece essencial.. bem mais que o culto do corpo que infestou a sociedade do século XXI)
Julho 20, 2010 às 2:38 pm
não desfazendo das outras opinioes muito conscienciosas …
Concordo plenamente com a resposta dada pelos teus pais!
Quando ves ou sabes que um outro se deu mal com uma determinada atitude, acredita que não iras repetir essa mesma atitude pelo menos de forma consciente.
mais uma vez com a vida alheia tu aprendes. apesar de concordar com a tua resposta, esta é a minha opinião.